Frango de Caril para Colorir um Livro

«Os temperos são bons para colorir. Um livro colorido com pó de caril e um bocadinho de cola diluída é tão brilhante e bem cheiroso que até dá vontade de comer.»

Sophie Benini Pietromarchi (2009). O Livro do Livro. Fazer um livro a brincar. Lisboa: Edicare Editora (42). 

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Fricassé do Abade

«- Vilaça, Vilaça – advertiu o abade, de garfo no ar e um ar de santa malícia – não se deve falar em latim aqui ao nosso nobre amigo… Não admite, acha que é antigo… Ele, antigo é…

– Ora sirva-se desse fricassé, ande, abade – disse Afonso – que eu sei que é o seu fraco, e deixe lá o latim…

O abade obedeceu com deleite; e escolhendo no molho rico os bons pedaços de ave, ia murmurando:

– Deve-se começar pelo latinzinho, deve-se começar por lá… É a base; é a basezinha!»

 Eça de Queiroz (1888, 2000). Os Maias. Episódios da vida romântica. Lisboa, Edição “Livros do Brasil”: 63

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